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18h01

Pela primeira vez, evento tem cursos para pessoas com deficiência

Moradores de duas Unidades de Acolhimento Institucional (UAI) para pessoas com deficiência ou transtorno mental também estão entre o público da36ª Oficina de Curitiba. Só que ao contrário das pessoas que compram ingresso e vão até os locais dos espetáculos, neste caso é o músico que vai até o público.

É a primeira vez que isso acontece na história do evento, que tem quase 40 anos. A experiência é a Oficina de Percussão Especial. Ela começou nestaquinta-feira (17/1) e está agitando a rotina dos 28 moradores da Casa de Apoio Bom Jesus, no Boqueirão, e dos 50 acolhidos na UAI Mais Viver, no Jardim Botânico. A primeira casa é um serviço conveniado à Fundação de Ação Social (FAS) e a segunda, uma das unidades próprias do órgão.
 

Até a próxima segunda-feira (21/1), eles estarão aprendendo sobre ritmos e os diferentes tipos de instrumentos. “Tudo de acordo com o perfil de cada aluno”, explicou o percussionista e professor catarinense de Educação Musical Especial Luciano Candemil. Doutorando em Música pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), ele também dá aulas na Associação de Pais e Amigos (Apae) de Balneário Camboriú, em Santa Catarina, onde formou um coral e uma fanfarra com os alunos da entidade.

Na Casa de Apoio

Na manhã desta sexta-feira (18/1), pelo segundo dia consecutivo, tambor xamânico, pandeiro, chocalho, pandeireta, surdo, agogô e reco-reco, entre outros instrumentos musicais usados no Brasil e em outros países, fizeram a alegria de homens e mulheres de 18 a 59 anos da Casa de Apoio Bom Jesus. 

Sentados em círculo, eles acompanharam Candemil retirar os instrumentos de duas grandes bolsas e tirar o som característico de cada um. Depois de alguns segundos, quem manifestava interesse ficava com ele até o final da aula, na hora do almoço. Quando todos tinham em mãos algum instrumento, tocaram juntos. O resultado lembrou, em pleno janeiro, uma bateria de escola de samba se preparando para entrar na avenida.

Encantamento

Cristina Maria Kitto, tem esquizofrenia e está na 8°série Especial. Ansiosa para ingressar no Ensino Médio e cantar na igreja, ela se interessou pelo tambor xamânico. Além da esquizofrenia, Cristina Rosa tem deficiência e se encantou pelo chocalho. Em alguns momentos, cantava junto com o som produzido pelo instrumento.

Daniele Tristão, com retardo mental, se rendeu ao som e ao colorido das maracas mexicanas. Normalmente tímido e quieto por conta de não falar, Luiz Rogério Fernandes não parava quieto e acabou escolhendo uma tumbadora.

“É uma terapia para eles e, pra nós, oportunidade de vê-los trabalhar cognição, emoção e autonomia de uma forma diferente. Eles estão simplesmente encantados”, avaliou a psicóloga da casa de apoio, Léia Almeida.

Autor: Assessoria de Imprensa
Fonte: Prefeitura de Curitiba

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